sábado, 24 de dezembro de 2011
Feliz Natal!
Como tenho apenas 3 minutos e 23 segundos até toda a rua ficar a saber o meu nome, vou apenas deixar aqui os meus votos de Boas Festas e Feliz Natal a todos!
Pronto, agora tenho que ir para a cozinha, que é capaz de lá haver alguém a precisar dos meus dotes culinários. A minha especialidade na cozinha é abrir frascos. Nisso sou o maior. Frascos e latas, também. E toda a gente sabe que para um pudim de leite condensado ficar bom, é preciso alguém abrir a lata primeiro.
Bem, Feliz Natal mais uma vez e vou andando, que não me posso mesmo esticar. É que só hoje de manhã é que consegui acabar as compras, porque passei ontem o dia a fazer um postal de Natal especial, com as letras e os desenhos bem Arrumadinhos, (as voltas que dei para conseguir espetar isto neste post...) e, com tudo isto, a família é que ficou para trás.
Agora é que é: Boas festas a todos, junto de quem mais amam!
Já vou!! :D
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Para ti
Acordas de manhã e levantas-te ainda de pijama. Mal consegues ver.
A arrastar os pés pelo corredor, apareces à porta da sala, onde já estou há 3 horas agarrado ao computador, e cumprimentas-me durante 5 segundos, apenas com um olhar, entre a admiração por me veres já desperto e a dureza que é teres que te levantar. Segues para a casa de banho.
Arranjas-te e, ao fim de meia hora, regressas à porta da sala, de onde me chamas para te acompanhar no pequeno almoço. A voz ainda não está clara, mas já dá para perceber o meu nome. Com a certeza de que é a mim que chamas, sigo-te para a cozinha. Apesar de já ter comido, guardo o café para beber contigo.
Já na cozinha, esforças-te por manter uma conversa, mas não é fácil. E eu compreendo. Ao beberes café, o teu cérebro desperta e dispara milhares de pensamentos para a tua boca: o que sonhaste, como dormiste, quantas vezes foste à casa de banho de noite, a temperatura a que está o café, como vai ser o teu dia de trabalho, onde vais almoçar, as reuniões que vais ter, a que horas vais chegar a casa.
Regressas à casa de banho para os retoques finais, perguntas-me 8 vezes se estás bem vestida e fazes-me as tuas recomendações.
Segues para o trabalho sem fazeres a menor ideia de quão bem me fazes. Do quanto enches a minha vida. De alegria, de magia, de amor, de carinho, de responsabilidade, de aventura. E de sonhos.
Enches a minha vida de sonhos.
Por tudo isso, e porque hoje fazes 29 anos, muitos parabéns! Tudo o que hoje posso desejar, é poder continuar a merecer-te por muitos e longos anos.
Amo-te, pequena. E muito.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
No final, podemos sempre contar com os filmes!
Este fim-de-semana, fui acantonar com 10 miudos com idades entre os 10 e os 14 anos.
A estratégia que estava montada era bastante simples e resume-se a isto: cansar os putos o mais possível durante o dia para os crescidos poderem dormir alguma coisa durante a noite. Aliás, acho que esta frase podia perfeitamente passar a ser o lema do Escutismo. "Sempre Alerta" já é bocado século XX.
Mas enfim, começámos logo por pôr os miudos a descascar batatas e cenouras no sábado de manhã, só para ficarem meio atordoados. Depois, espetámos com uma caminhada a pé a metade deles, e de bicicleta à outra metade.
Antes do almoço, pusemo-los a arranjar lenha para a fogueira e, a seguir ao almoço, tiveram que fazer nós e amarrações. A seguir a tudo isto, mais um passeiozinho a pé e de bicicleta.
Depois do lanche, demos-lhes um tempinho para eles. Era infalível: depois daquelas actividades todas, dava-se um tempo aos miúdos sem nada para fazer e era certo e sabido que iriam andar a subir às árvores, a correr uns atrás dos outros, a jogar à bola, a lutar com paus. O que é que é que poderia estragar este plano para os cansar ainda mais e conseguir passar uma noite descansada?
Os telemóveis... Dá-se um tempo aos miudos e eles correm para os telemóveis. Durante um fim-de-semana inteiro, não vi um único puxão de soutien, um estalo, um miudo a cair de uma árvore, uma aranha posta na boca de algum dorminhoco. Nem sequer um penso rápido tive que por num dedo de um miudo entalado numa porta.
Eu ainda tentei agitar as coisas e fazer uns arranjinhos, mas o jeito não é muito. E para além disso, é dificil as miudas olharem para um rapaz que nem sequer penteado à Justin Bieber tem. E hoje em dia, esse é o padrão minimo.
Com este tempo onde a actividade foi só ao nível dos dedos, os miudos recuperarm do cansaço e, no fim, não tivemos outro remédio senão recorrer ao plano B para podermos dormir qualquer coisa: ver um filme de desenhos animados, cheio de moral.
Quer dizer, eu acho que eles dormiram qualquer coisita. E digo "acho" porque eu cá mal passei do genérico.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Eu tomo banho todos os dias, a sério
Fui ao Chiado, aqui há tempos, para desenhar pessoas e, como estava à procura de uma que não se mexesse muito, desenhei este pessoa, quer dizer, Pessoa, que costuma estar na esplanada do café "A Brasileira". O problema foi que, como me sentei a alguma distância, havia sempre gente a passar entre mim e o dito a tal ponto que, às tantas, tive que desistir e voltar mais tarde para o acabar.
Ao fim da tarde, quando lá voltei para lhe desenhar as pernas, estavam lá dois tipos a tocar guitarra e a cantar, com as roupas meio rasgadas e apecto de quem tem alergia a água e gel de duche. Como eu estava de frente para a esplanada, vieram-se por ao pé de mim. Quando acabaram a música, que mais parecia uma homenagem ao Zé Cabra, sacaram do chapeuzinho e puseram-se a pedinchar a toda a gente que por ali estava.
Estava eu, nesse momento, a pensar que desculpa iria inventar para não lhes dar nada quando me viessem chatear, quando, subitamente, acabam o peditório e se vão embora. Das pessoas todas que ali estavam, fui o único a quem não pediram. Das duas uma: ou não me quiseram perturbar o trabalho ou, olharam para mim e pensaram: "Não vamos pedir aqui ao colega..."
Ainda estive para dizer alto: "Que pena só ter notas de 100 euros no bolso. Se tivesse de 20 ainda contribuia..." Mas em vez disso, despachei o desenho e, pelo sim pelo não, tapei o buraco nas calças com a mochila.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Os postais do Viagens
Aqui há já algum tempo, lembrei-me de fazer postais com os desenhos que aqui vou pondo. É certo que talvez tenha sido uma daquelas ideias que aparece quando não se tem mais nada em que pensar, mas, ainda assim, acalentei a ideia, a ponto de experimentar publicitá-los num grupo do Facebook. Se a coisa corresse mal, a vergonha não seria geral, se corresse bem, ficava rico em menos de nada.
Ora, sucede que o grupo onde os publiquei era da mesma pessoa que organizou o evento "Beli€ve", do qual falei nos post anterior, e que já me tinha convidado para ir lá desenhar. Ao ver a ideia dos postais, acabou por também me convidar a expo-los no local do evento. A transformação da minha conta bancária numa das maiores do Mundo estava a começar.
Até que, em resposta à simples pergunta: "Quantos tens para expor?" respondi com orgulho: "Mais de 20!" Eu sou um gajo tão optimista que respondo sempre aquilo que espero que seja a verdade, quando não faço a menor ideia da resposta. Quando fui confirmar ao computador os desenhos menos maus que poderiam ascender à categoria de "Postal", não consegui contar mais de 8... Convenhamos que os cães da minha sogra ou a minha irmã sentada no sofá não serão propriamente aquilo que um turista procura numa loja. Escusado será dizer que passei as duas semanas antes do evento a desenhar monumentos de enfiada.
Fiz a parte de trás dos postais como se fosse a capa de um caderno, e, no dia do evento lá os expus. Levei, ainda, mais uns pouquitos repetidos, para o caso de alguém os querer trocar por alguma coisa, já que no fim do evento ia haver uma feira de trocas. Consegui trocar um.
Como não tinha plano B para os pouquiiinhos postais que pudessem sobrar, tenho que pensar depressa num plano de negócio para cumprir o objectivo inicial da engorda da minha conta. Se não me lembrar de nada de jeito, vai haver gente a receber um postalinho como prenda de Natal.
Uma ou duas pessoas. Ou 49, vá.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Os meus 3 segundos de fama na TVI
Este Domingo, fui convidado a ir desenhar o lançamento do projecto Beli€ve, que aconteceu na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa. É o projecto de Andresa Salgueiro, que, basicamente, vai viver um ano só com 1111€. Para além deste valor, vai recorrer a trocas de produtos e serviços, num esforço para mostrar que é possível viver à margem do consumismo que nos consome. (xiça, com esta fiquei exausto...)
O convite que me foi feito também consistiu numa troca: ao ir lá desenhar, recebi em troca a divulgação dos bonecos que faço. E que troca: tive direito a expor durante o evento, numa parede só para mim, os meus desenhos (em forma de postais) e tive, ainda, direito a 3 segundos de fama, no noticiário da TVI! Meu Deus, hoje 3 segundos, amanhã, quem sabe, 4! O desenho que aqui vai é o que estava a fazer quando a senhora da TVI me disse que não me podia levantar...
O que acho mais estranho é que hoje, quando saí à rua, não estavam paparazzi à espera à porta do meu prédio nem ninguém me pediu autógrafos.
Humm, deve ser porque as pessoas são tímidas, claro.
O convite que me foi feito também consistiu numa troca: ao ir lá desenhar, recebi em troca a divulgação dos bonecos que faço. E que troca: tive direito a expor durante o evento, numa parede só para mim, os meus desenhos (em forma de postais) e tive, ainda, direito a 3 segundos de fama, no noticiário da TVI! Meu Deus, hoje 3 segundos, amanhã, quem sabe, 4! O desenho que aqui vai é o que estava a fazer quando a senhora da TVI me disse que não me podia levantar...
O que acho mais estranho é que hoje, quando saí à rua, não estavam paparazzi à espera à porta do meu prédio nem ninguém me pediu autógrafos.
Humm, deve ser porque as pessoas são tímidas, claro.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Em Portugal sou um Zé Ninguém, mas na Argentina não posso sair à rua
Fui convidado por uns tipos na Argentina, que têm um site de ilustração e arte, a colaborar com eles com um desenho. É das coisas mais engraçadas que tem o Facebook: um dia estamos em Mirando do Corvo, alapados no sofá da casa dos pais a ver a Casa dos Segredos, com baba a escorrer pela boca, e no outro estamos a trabalhar para o outro lado do Mundo.
Como tinha que ser sobre o tema "Nascimento", enviei-lhes um desenho da capital ao nascer do sol. No site, o desenho ficou um bocado esticado, mas com os milhares de quilómetros que ele viajou, não lhe posso levar a mal.
O site, de nome Seis Dedos, tem a colaboração de ilustradores de vários países, mas aqui deste cantinho, fui o único. Quando vi o meu desenho no site, com a minha nacionalidade à frente, comecei instantaneamente a ouvir o hino nacional e a ver bandeiras portuguesas a esvoaçar. Foi muito bonito.
Agora a sério, vou só ali limpar as lágrimas e depois tenho que ir estudar castelhano, porque os rapazes de lá, para entenderem português, tiveram que traduzir o mail que lhes mandei. Como também traduziram o meu nome, para eles passei a a ser o James. Quando lhes expliquei que o nome é mesmo Tiago, responderam-me "Ok, Thiago." Pronto, pelo menos soa igual. Não se pode querer passar por cima de séculos de influência das telenovelas brasileiras, não é, Thiago Lacerda?... (é o único que conheço...)
Ah, é verdade, o dito site está AQUI! Se tiverem paciência, carreguem no "Me gusta", valé?
Adiós, Tios! Pero si, como nó? Gracias!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Quanto é a bandeirada?
Sempre me intrigou o carro que está estacionado na Rua do Carmo, em Lisboa, e que funciona como loja de discos de fado. A coisa até dá um certo toque castiço à rua, mas para quem lá tem que trabalhar todo o dia não deve ser grande coisa.
Mas também, quem é que lembraria de ter um emprego onde se tem que estar sentado dentro de um carro verde todo o dia e a ouvir fado constantemente, com o volume no máximo? E onde a única coisa que se pode fazer quando não há clientes é ler o jornal? E onde se tem que ter um ar de dono da estrada, porque, basicamente, não podem lá passar mais carros? E onde, apesar de se estar dentro de um carro, não se usa o cinto de segurança?
Ah, já sei. Os taxistas.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Já sei porque é que não costumo ir ao Santa Cruz
Há dias fui com a minha senhora ao café Santa Cruz, em Coimbra, e, ao entrar num café tão histórico e tão bonito da cidade como aquele, lembrei-me do raro que era irmos ali.
Como levei o caderno, pensei em desenhar a praça do lado de fora do café, mas o lugar à janela já estava ocupado por um senhor. Sentámo-nos na mesa mais perto e, por entre goles de café, fui fazendo o boneco. Como o senhor estava com um ar petrificado, acabei por arriscar e desenhá-lo também.
Durante o tempo que lá estivemos, o senhor não se mexeu um milímetro. Já começava a ser intrigante.
O que é certo é que o tempo que demorámos a perceber o porquê de ele ter aquela cara foi o mesmo que demorámos a pedir a conta, altura em que ficámos com a mesma expressão, mas apenas durante alguns segundos.
É que nós só bebemos um café mas o senhor tinha um pequeno almoço continental na mesa.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Sei que tem a ver com Filipinos, mas não são bolachas
Sinceramente, acho bem que o 1 de Dezembro vá deixar de ser feriado. Primeiro, porque ninguém sabe bem ao certo o motivo de ser feriado e em segundo, porque a fila de espera nos Pastéis de Belém é tal que se perde a paciência. Chega quase ao ponto de fazer uma pessoa desistir de apoiar a economia nacional.
De qualquer das formas, fiquei mais descansado quando vi na televisão que o critério para anular feriados foi escolhendo os que não são festejados. Se alguém se lembrasse de anular feriados consoante os portugueses soubessem o porquê dessas datas serem feriado, ficávamos reduzidos ao Natal, Ano Novo e Carnaval.
Já agora, deixa lá ver, acho que o 1 de Dezembro é sobre qualquer coisa que nos faz ter orgulho em nós, portugueses. Só não me lembro o que é...
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