segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os Centros Comerciais são o melhor que Portimão tem


Na Páscoa fui com a minha senhora a Portimão. Por todo o lado chovia copiosamente, mas como nós nunca tínhamos ido a Portimão, as pessoas de lá tinham a obrigação de tratar de arranjar sol para esses dias. E o problema deve ter sido mesmo esse: as pessoas tiveram que ir procurar o sol demasiado longe e não chegaram a tempo.
Mas ainda bem. Passámos uns agradáveis dias a conhecer os dois Centros Comerciais de Portimão. Se alguém quiser saber quantos azulejos têm, ou quantas casas de banho têm os Centros Comerciais nós sabemos.
Se tivesse estado bom tempo, nunca me teria apercebido que Oysho de Portimão tem uma colecção diferente das outras lojas ou que a Zara não tem a mesma qualidade ou ainda que os biquinis são como não se vê no resto do país. E nem toda a gente se pode gabar de saber isso.


domingo, 18 de setembro de 2011

Ainda bem que concorri numa semana em que mais ninguém deve ter concorrido


Então e não é que ganhei mesmo o concurso do Fugas? Apareceu o meu desenho no suplemento do Público e no site do Fugas, mais precisamente aqui.
Bem, agora tenho que ir à net descobrir como lidar com a fama, com os jornalistas e com os paparazzis. Vai ser complicado, mas tenho que perceber que a vida não é só rosas.

sábado, 17 de setembro de 2011

Levei uma coça do meu pai


Este fim de semana vim com a Maria à casa dos meus pais. Em perspectiva tinha um fim de semana sentado no sofá a ver televisão e, sinceramente, vinha mesmo a calhar. Estava a precisar de descansar, e não há melhor sítio para descansar que a casa dos meus pais, certo? Errado.
O meu pai tinha planos ousados para a minha visita. Mal chegámos, preveniu-me que tínhamos que ir ao terreno que tem numa aldeia lá perto. A meio da tarde, preparei-me - calções e sapatilhas, e lá fomos os dois. Quando chegámos deu-me a tarefa: roçar silvas. Comecei cheio de vontade enquanto ele acartava lenha. Aos poucos comecei a sentir dores numa mão mas não quis dar parte de fraco e continuei. Fiz um fole na mão, mas continuei. De vez em quando olhava para ele, mas dele nenhum sinal de cansaço. O fole da mão rebentou e, não querendo dar parte de fraco, perguntei-lhe se ainda queria ficar muito mais tempo. Disse-me que não. Nesta fase ele já tinha acartado toda a lenha, roçado silvas e podado uma oliveira. Rocei mais algumas silvas e sentei-me quando praticamente o obriguei a achar que já estava bom.
Como ele lá disse que o trabalho estava bom, pus-me a desenhar. Ele ainda foi apanhar tomates, regar os morangueiros, arrancar umas ervas daninhas e arrumar a ferramenta.
O meu pai é um jovem e eu já não tenho idade para o acompanhar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Está crescido, o miudo



Esta coisa dos diários gráficos tem a sua piada. Quando vasculho nos meus caderninhos os desenhos menos maus para pôr no blogue, descubro que, invariavelmente acabo a desenhar várias vezes a mesma coisa. E com o passar do tempo, isso acaba por ter uma certa piada. Faz-me pensar que quando oiço "Tu nunca mudas!" talvez haja, de facto, razão de ser nisso.
Desta vez pareceu-me bem pôr aqui dois desenhos separados de 5 anos do meu irmãozinho mais novo (que por mero acaso é uma rapariga) que comprovam que, por vezes, as pessoas mudam. Mudam da cadeira para o sofá.

domingo, 11 de setembro de 2011

Foi no Fugas


Descobri, por acaso, um concurso de um jornal (que não posso dizer qual para não ser desqualificado, e tenho que ter em conta que este blog é altamente famoso) que consistia basicamente em enviar uma sugestão acerca do sitio onde passámos férias e acompanhar essa dica com uma foto. Como tenho a mania que tenho que ser diferente, mandei este desenho devidamente pintado e uma sugestão à forreta: se forem a Maiorca utilizem os transportes públicos, que são bem bons e baratos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Obrigado, IRS, por seres quem és


Este ano, eu e a minha senhora estabelecemos que as férias seriam onde o reembolso do IRS nos deixasse ir. Ora, como o reembolso até foi um gajo simpático e a minha senhora é mais obstinada que eu sei lá, arranjou-nos maneira de irmos até Palma de Maiorca. E digo-vos uma coisa: aquilo é sim senhor. Água quentinha (essencial para manter a minha Maria na água enquanto desenhava), pessoas (mais ou menos) simpáticas e paisagens deslumbrantes.
Tinha outra coisa, também, muito engraçada: as zonas da ilha estavam divididas por nacionalidade de turistas. Visitámos a zona alemã (cheia de discotecas), a zona inglesa (do desenho - mais snob) e a zona italiana, onde ficámos (já viram alguma vez o Jersey Shore? Era tal e qual, Guidos por todo o lado!).

sábado, 3 de setembro de 2011

Actividade Escutista em Mira


Fui, a 26 de Abril de 2008 (esta memória!) com a minha senhora a Mira, participar numa actividade escutista da Região de Coimbra. Tínhamos que passar o dia no parque de rulotes à espera de miudos para fazermos jogos com eles. O problema é que entre cada equipa de miudos tínhamos que ficar mais de meia hora à espera... Nem tudo foi mau. Rendeu-me uns bons desenhos no caderno. Quer dizer, às tantas até a garrafa de água eu desenhei, tal foi o desespero.

Viagem ao sofá


Certo Domingo, viajei até à sala da casa dos meus pais. Lá encontrei um sofá e um aquecedor debaixo de um cobertor. E encontrei uma senhora que, estranhamente, me passou a roupinha a ferro sem se queixar.
Realmente, a melhor maneira de sabermos se estamos preparados para ser pais é perceber se seríamos capazes de aturar um filho como nós próprios. Xiça.

O Caderno

Primeiro, quando mal sabemos falar, entregam-nos folhas brancas para riscalharmos. Quando entramos para a escola passamos a riscalhar no caderno da escola ou nos livros (quando a professora não está a olhar). E bem, esta inovação, no meu caso, durou até ao final do curso... O problema está mesmo quando se começa a trabalhar e se tem que ter um ar sério. Ainda insisti em desenhar no caderno do trabalho mas após uma reunião com um cliente, onde a minha chefe, disfarçadamente, me deu uma joelhada debaixo da mesa para parar de caricaturar o homem à minha frente e tentar ouvir o que ele estava a dizer, percebi que tinha que mudar. E só precisei de fazer uma pesquisa na net para ver que havia mais como eu. E a solução era tão simples: bastava arranjar um caderninho com capas em pele preta e canalizar os desenhos para lá. Passei a ter um sitio próprio para desenhar e as pessoas passaram a olhar-me de lado por ter um caderno cheio de estilo. Este objecto, não só dá dignidade ao simples facto de se fazerem uns rabiscos como também dá um estilo tremendo a quem anda com ele. Chego a andar com ele na mão só para me sentir no topo do mundo. A minha mulher fica doida quando me vê com ele. "Vais levar o caderno na viagem? Ainda vou dar em doida com o tempo que tenho que esperar que acabes os desenhos...", diz-me ela com uma ternura gritante.